quinta-feira, 9 de julho de 2015

O QUE AS EMPRESAS DEVEM FAZER EM TEMPOS DE CRISE.

Rever o planejamento estratégico, entender exatamente o caminho a ser percorrido esse será um dos fatores iniciais. A crise financeira obriga as empresas a pensar duas vezes quando o assunto é perda do faturamento, aumento das despesas fixas e principalmente no que se refere a gastar dinheiro.
Cortar custos tornou-se palavra de ordem e, neste contexto, não somente um, mas todos os departamentos de uma empresa ficam sem verba para as suas ações. Por quê? Porque para uma grande parte de quem toma decisões o montante aplicado é visto como uma despesa e não como um investimento.
No cômputo geral, demissões, paralisação de projetos, queda nos investimentos e corte do que pode ser colocado em segundo plano é o raciocínio aparentemente lógico para diminuir despesas. Entretanto, a fórmula ou solução ideal pode não ser essa e pede critérios mais específicos.

Entender onde estão os custos e onde se estabelecem os ganhos exige uma visão clara e simplificada das etapas e processos do negócio.

Conhecer com maior detalhe seus funcionamentos permite à empresa avaliar as melhores estratégias e ter mais condições de acertar na forma de trabalhar para atender seus clientes interno e externo.
O Planejamento estratégico Logístico com certeza pode ser a grande aliada nesse momento crítico. Redução de custos corporativos, mudança de processos de negócios e uso da informação, além das atividades diárias de trabalho, faz da Logística uma área de extrema e vital importância para as empresas. Juntamente com a governança corporativa, o uso das ferramentas de analise de processos logísticos em canteiros de obras pode exercer funções essenciais na identificação dos projetos que trarão resultados imediatos, eficiência operacional e competitividade à organização.



Revisar, identificar, levantar, descrever e monitorar processos leva a avaliação e aceleração de necessidades e transparecem informações mais acessíveis, rápidas e positivas a tomadas de decisões corporativas. O BPMN (Business Process Modeling Notation) é uma metodologia e ferramental com o objetivo de gerir os processos levantados, que combinadas adequadamente, ajudam as empresas a alcançarem sua metas.

Trabalhar com o BPMN requer capacidade, entendimento, conhecimento e envolvimento do fornecedor prestador desse serviço. Entretanto para que um trabalho dessa magnitude tenha sucesso e a certeza do resultado esperado, deve haver plena e efetiva participação das pessoas chaves nos processos de negócios da empresa juntamente com seus executivos.

O emprego dessas metodologias de processos alinhadas com os objetivos e a personalidade da empresa, a analise logística é sem dúvida a grande aliada em demonstrar onde estão os fatores que interferem no bom e mau funcionamento dos processos de negócios e onde podem afetar o resultado financeiro da empresa, ainda mas quando o assunto é canteiro de obras.

Quantas vezes percebemos no levantamento dos processos que existe redundância de ações ou informações, agregação de valor ou não a atividade realizada. A fase seguinte a esse trabalho e que pode ser contratado separadamente é a “medição”, ou seja, medir o tempo executado por cada atividade determinando se está ocorrendo gargalo ou afunilamento de tempo afetando a seqüência do processo seguinte. O que ocorre na maioria das vezes é observar área(s) da empresa ociosa ou parada devido a estar aguardando outra(s) área(s) na preparação do produto ou da informação que eles necessitam para dar prosseguimento ao seu trabalho. Um clássico em obras são algumas gerenciadoras que em muitos casos, precisam de uma liberação final do seu cliente, antes de repassar ou liberar alguma atividade para a construtora por exemplo! Esse fato muitas vezes acarreta uma interrupção da produção e consequentemente a atividade sequencial.

Analisando friamente o que podemos tirar de benefício em tempo de crise é enxergar oportunidades de melhoria, realinhamento de atividades e processos na obtenção de sustentabilidade e, acreditar na importância da logística em canteiro de obras aliada à governança corporativa como uma parceira na geração de oportunidade de crescimento para a empresa, criando produtividade e reduzindo os custos.

Por definição, a crise tem começo, meio e fim, e hoje as empresas deve fazer com que a equipe busque o novo em meio a crise.


Alexandre da Silva

Veja nosso próximo tema "Logística reversa de mobiliários e ferramentas de obras".

sexta-feira, 3 de julho de 2015

LOGÍSTICA NO EXÉRCITO.




O Serviço de Intendência é a parte da logística voltada para as atividades de suprimento. Ele distribui o material de intendência (uniformes, equipamentos individuais, etc) e os diversos tipos de munição e de gêneros alimentícios. Proporciona também, em operações, outros serviços como lavanderia e banho. Nas organizações militares os intendentes assessoram os comandantes na administração financeira e na contabilidade.
Incansável e tenaz, a Rainha da Logística realiza um serviço cotidiano e ininterrupto, transportando, suprindo e alimentando. A satisfação da tropa apoiada é o seu maior objetivo. Por isso mesmo, é respeitada e admirada pela sua capacidade de trabalho.
A evolução do material de Intendência é essencialmente dinâmica. Estudos são realizados permanentemente, com o objetivo de aperfeiçoá-lo.


O símbolo

Originário da Grécia e da Itália, o acanto é uma planta espinhosa, de flores brilhantes, cujas folhas compridas, verdes e recortadas, são muito decorativas. Foram largamente utilizadas, como motivos arquitetônicos, em construções de templos e monumentos sacros. Por isso, com o tempo, a folha de acanto passou a ser associada à pureza e à honestidade.
Consta que esse simbolismo permaneceu nas legiões guerreiras de Roma. Os magistrados nomeados para cuidar das finanças militares autenticavam documentos com um sinete que tinha as características da folha do acanto. Na Ilíada, de Homero, também está registrado que, na guerra de Troia, os reis incumbiam oficiais de alta patente pela guarda e gestão dos fundos destinados ao pagamento dos soldados e das demais despesas da campanha. Esses oficiais, nos acampamentos, utilizavam a folha de acanto – por ser grande, ornamental, e, sobretudo, porque amarelava com facilidade – para identificar suas barracas. Assim, em situações emergenciais, eles eram facilmente localizados.
Finalmente, na França, para exercer a administração e controlar a ação dos chefes de exército, foram criados os intendentes; homens que prestavam contas diretamente ao rei. A nomeação destes, para fazer revistas nos regimentos formados, para verificar existência e quantidade de homens e equipamentos, era por escolha entre os nobres de honra ilibada e pureza comprovada. E a Intendência passou então a fazer parte do quadro do Exército no país, tendo o acanto como símbolo do caráter e perfeição moral dos que lidam com o dinheiro público.
Em 1920, com a vinda da Missão Militar Francesa, foi criada a Intendência do Exército Brasileiro; que também ganhou como símbolo a folha de acanto.
Cabe ao Serviço de Intendência atender aos objetivos do Exército Brasileiro no que se refere a atividades logísticas que convergem para o planejamento correto e o provimento oportuno, nos locais determinados e nas quantidades e especificações exigidas. Respeitada e admirada por sua capacidade de trabalho, a Rainha da Logística realiza um serviço cotidiano e ininterrupto, transportando, suprindo e alimentando.
O patrono do Serviço de Intendência é o Marechal Bitencourt.

UM POUCO DA HISTÓRIA DA LOGÍSTICA NO EXÉRCITO.

Nas antigas batalhas, as grandes colunas lutavam com o que seus homens podiam carregar “nas costas” e as preocupações logísticas não iam além do equipamento e do suprimento. Do vestuário ao armamento, passando pelo equipamento e alimentação, todo o necessário para combater e para a sobrevivência era transportado pelo homem, o que os tornavam elementos bastante pesados, dificultando a movimentação das tropas. Com o passar do tempo, e o aumento da mobilidade e da capacidade bélica dos exércitos, as soluções existentes passaram a não se mostrar satisfatórias e a importância da logística militar ficou claramente demonstrada. Segundo Barros e Soares (1996), a Logística, que não raramente é relegada a um plano secundário nos planejamentos operacionais, constitui-se em fator determinante para a condução das operações militares, em qualquer nível, tornando-se a grande responsável por inúmeras vitórias e fracassos nos conflitos armados. Para Campos (1952), a logística é o ramo dos conhecimentos militares que tem por fim proporcionar às Forças Armadas os meios humanos e materiais necessários para satisfazer as exigências de guerra. Figueiredo (2003) definiu logística militar como a parte da administração militar que compreende, em particular, a direção e a execução do suprimento, da hospitalização, da evacuação, do transporte, da manutenção e das comunicações, em proveito das operações militares. Castro (1991, p.69) expõe o termo como “a ciência dos transportes e dos suprimentos, na guerra. É arte de colocar um número exato de homens, no lugar certo, no tempo certo, com o equipamento adequado”. Continuando, afirma: “uma boa Logística, isoladamente, não vence uma guerra é bem verdade, mas uma Logística má por si só constitui a causa da perda dessa guerra” (p.70). Outras definições para a logística militar podem ser colhidas na literatura em geral, algumas foram citadas no capítulo anterior, porém todas pouco diferem em sentido, apesar de variarem bastante na forma. As principais convergências residem em expressões como: organização e funcionamento de diferentes serviços e; satisfação das 50 necessidades humanas e materiais dos seus clientes. Mais de uma década antes do começo do período de desenvolvimento da logística empresarial, os militares executaram o que Ballou (2001) chamou de a mais completa e bem-planejada operação logística na história – a invasão da Europa durante a 2ª Guerra Mundial. Desta batalha, basta destacar que os militares, sozinhos, mantinham estoques valorizados em cerca de 1/3 daquele detido por todas as empresas manufatureiras dos Estados Unidos. Além da experiência no gerenciamento de operações fornecidas em grande escala em tais organizações, os militares das nações economicamente fortes patrocinaram, e continuam a patrocinar, pesquisas em logística em grandes organizações civis. Um recente e importante exemplo de logística militar em larga escala foi o conflito entre os Estados Unidos e o Iraque - que atualmente se prolonga em território iraquiano - durante a invasão iraquiana ao pequeno país Kuwait. O suporte logístico naquela guerra é uma ilustração do que as empresas constantemente divulgam: a boa logística é uma fonte de vantagem competitiva. Ballou (2001, p. 31) cita a obra Good Logistics is Combat Power, de Graham Sharman, de 1991, onde o General William Pagonis, que estava no comando logístico do Exército Americano para a “Tempestade no Deserto”, observou: Quando o Oriente Médio começou a esquentar, pareceu um bom tempo para retirar alguns livros de história sobre combate no deserto, nesta região... Mas nada havia de logística. Logística não é um best seller. Em alguns destes diários, Rommel falou sobre logística. Ele acreditava que os alemães perderam a batalha porque não tinham grandes soldados ou equipamentos – na verdade, os tanques alemães ganharam dos nossos quase em toda a 2ª Guerra Mundial – mas porque a Inglaterra tinha melhor logística. O bom desempenho da logística na 1ª Guerra do Golfo foi óbvio, considerando, por exemplo, que a primeira onda de 200 mil homens e seus equipamentos foi deslocada em um mês e meio, ao passo que, no conflito do Vietnã, demorou nove meses. A aplicação de vários conceitos utilizados atualmente em 51 logística eram evidentes, tais como serviço ao consumidor. Os chefes militares acreditavam que, cuidando das tropas, seus objetivos seriam alcançados, não importando o que acontecesse. Os soldados eram os seus clientes, o que não é diferente de um determinado foco singular nos clientes que muitos negócios de sucesso hoje em dia têm. No Brasil, o Ministério da Defesa (BRASIL, 2001, p. 2-1) definiu Logística como sendo o “conjunto de atividades relativas à previsão e à provisão de recursos humanos, materiais e animais, quando aplicável, e dos serviços necessários à execução das missões das Forças Armadas”. A Logística representa um conjunto de atividades militares afins, reunidas segundo critérios de relacionamento, interdependência ou de similaridade, correlatas ou de mesma natureza que tem por fim proporcionar às Forças Armadas os meios humanos e materiais necessários para satisfazer as exigências de guerra ou atividades em tempo de paz. Conforme o seu histórico, as Forças Armadas adaptaram as suas doutrinas de logística para situações de conflito a partir dos princípios e normas estabelecidos para a guerra convencional. É da logística a missão de provisão dos recursos equacionadas em quantidade, qualidade, momento e locais adequados. Para isso, é pressuposto que os recursos financeiros sejam alocados conforme as necessidades, caso contrário, ajustes à realidade devem ser introduzidos. Todavia, sem conflitar com os fundamentos doutrinários e as peculiaridades de cada Força, sendo respeitadas, a Logística Militar, segundo o Ministério da Defesa, tendo o cuidado de não se desdobrar em logísticas próprias, pode ditar procedimentos e ações específicas que possam refletir nos respectivos sistemas organizacionais. Considerada como um dos fundamentos da complexa arte da autodefesa em momentos de conflitos, por sua destacada e importante atuação na solução de complexos problemas de apoio às forças militares, a Logística adquiriu posição de relevo no quadro das operações. Todavia, é condição indispensável que haja um perfeito entrosamento entre as atividades de Logística e de Mobilização, visto que existe a possibilidade dos meios alocados pela Logística serem insuficientes, fazendo da Mobilização a provedora de recursos que irá completar e suplementar as necessidades vigentes. Assim é que, independentemente de escalão e de nível de abrangência, o 52 planejamento logístico tem como premissa básica a sua factibilidade, fundamentada na existência de meios reais ou passíveis de mobilização dentro das condições de tempo e espaço delimitadas naquele planejamento. Enfim, a Logística Militar busca adaptar os recursos ao propósito de atingir os objetivos de cada organização, administrativamente ou em operações, com a maior possibilidade de sucesso, com o menor risco possível e com o mínimo de desperdício. Na realidade, não se pode mais imaginar os exércitos sendo capazes de atuação em qualquer situação sem um adequado apoio logístico. A falha em compreender a influência e as limitações impostas pela logística historicamente contribuiu mais para a derrota dos exércitos em campanha do que propriamente a ação do inimigo. Aqueles que, no passado, não se preocuparam ou não planejaram adequadamente o apoio logístico, certamente não conseguiram executar a contento a sua operação. E quem, no presente ou no futuro, não incluir o assunto em sua pauta de prioridades, é sério candidato ao fracasso. Mas quais são as peças que o mais novo barômetro da guerra conta para consecução das suas finalidades? Com os seus serviços técnicos e administrativos. Entre os principais, figura o Serviço de Intendência. 

domingo, 14 de junho de 2015

INTELIGÊNCIA LOGÍSTICA COMO UMA ESTRATÉGIA COMPETITIVA

Não é novidade que o mercado está cada dia mais agressivo ou mesmo que a competitividade é o fator essencial para uma empresa se manter ativa, porém esse cenário está ficando cada vez mais forte, principalmente se observarmos as diversas crises econômicas que afetaram o mundo nos últimos anos, onde mesmo países que eram considerados sólidos economicamente foram drasticamente afetados e viram seu crescimento faceando a zero ou em processo de recessão.

No Brasil esse cenário não é diferente, e apesar de inicialmente não termos sofrido de forma tão expressiva com a crise de 2008, hoje a realidade bate a nossa porta com um grande risco de recessão, aumento de desemprego e aumento da austeridade devido a fatores internos, como má gestão governamental, mas também ligado a crises regionais na América Latina e no resto do mundo.

Com todos esses problemas é fundamental que as empresas se preocupem com o fator da competitividade e consigam aumentar o valor agregado em seus produtos e serviços. Durante vários anos para conseguirem atingir essa meta as empresas focaram em processos de Lean Manufacturing ou Produção Enxuta, que trabalhavam principalmente em seus processos produtivos, onde com a utilização de ferramentas reconhecidas, atingia-se o objetivo de otimização e reduções de custo que acabavam por melhorar os resultados.

Logística: A chave para melhores resultados

Porém, estamos entrando em uma fase onde grandes empresas já estão com um certo equilíbrio em seus processos, e agora precisam inovar na busca por novas alternativas para manter a competitividade, surgindo então a necessidade de trabalhar em outros potenciais processos e fluxos para poder extrair melhores resultados, dentre esses potenciais setores está a Logística, que por anos era tratada apenas como um departamento suporte, hoje acaba ganha protagonismo por sua crescente importância.

Num contexto onde a cadeia logística nacional é subdesenvolvida e depende de sistemas, em sua grande maioria muito caros e extremamente saturados, aliado a um alto custo de mão de obra e uma das maiores cargas tributárias do mundo, acabam tornando todo o processo logístico muito complexo e por consequência representando grande parte do custo das empresas. Estima-se que no Brasil haja um custo logístico total de aproximadamente 11,7% em relação ao PIB, segundo o ILOS (Instituto de Logística e Supply Chain), enquanto nos EUA esse custo chega a 8,7% do PIB Americano, que proporcionalmente é muito inferior.

Esses fatores em conjunto com a concorrência com empresas estrangeiras de países como China, Coréia do Sul e outros, que conseguem ter um custo baixíssimo de produção e muitas vezes colocam produtos no mercado por menos da metade do preço, comparado aos produtos produzidos nacionalmente, tornam altamente necessário a existência de um planejamento logístico estruturado, fazendo com que a logística deixe de ser somente aquele setor operacional focado no atendimento das necessidades imediatas, para trazer uma visão mais sistêmica.

Assim a tendência para os próximos anos é que empresas que queiram reduzir seus custos e melhorar sua competitividade trabalhem de forma mais estruturada na cadeia logística, entendendo esse setor como parte fundamental do conjunto do negócio.

Construindo a Inteligência em Logística

Um dos primeiros passos para as empresas que querem estruturar a sua logística de forma mais inteligente, é entender quais são os principais fatores internos e externos que afetam os fluxos da cadeia logística. Essa estruturação começa pela realização de um planejamento que contemple a visão a longo prazo da empresa, percebendo quais os maiores problemas enfrentados atualmente, bem como as oportunidades de melhoria, definindo ações que devem ser implementadas a curto e médio prazo para se possa atingir determinado objetivo.

Para que o planejamento possa ser feito de maneira sustentável, deve-se definir uma pessoa ou um time responsável, a depender do tamanho da estrutura e tipo de negócio, com responsabilidade clara, que atue em processos de melhoria contínua e também na implementação de inovações com foco em logística.

Esse time deve trabalhar na realização de um planejamento de todo o processo, com certa antecedência, olhando toda a cadeia de suprimentos, desde a entrada da primeira matéria-prima, até a entrega ao consumidor final daquele produto ou serviço, e muitas vezes no processo de logística reversa, o que exige uma atenção maior em todos os fluxos.

Algumas empresas tentam mesclar o time de melhorias ou engenharia de processos com a logística, porém isso pode ser um erro se os mesmos não forem capazes de identificar o fluxo logístico, que na maioria dos casos começa muito antes do processo de fabricação em si. Outro erro cometido por algumas empresas é achar que o time operacional ou mesmo que os responsáveis pela rotina de logística inbound e outbound, serão capazes de atuar ao mesmo tempo no planejamento mais estratégico, olhando melhorias e projetos futuros, isso acaba por sobrecarregar o trabalho do time, que sempre vai focar no dia-a-dia, onde os problemas são mais evidentes e imediatos. Assim é necessário que todas as tarefas sejam muito bem definidas com seus responsáveis.

Aliando a experiência do dia-a-dia com o conhecimento técnico

Uma das estratégias que são bem reconhecidas em empresas de grande porte é a criação de uma área de Inteligência Logística ou Engenharia Logística, que alia os conhecimentos de um time técnico, com a experiência do dia-a-dia da operação logística, diversos players do mercado, como industrias de bens de produção, bens de consumo, entre outros, além é claro de empresas de serviços de logística, já estão construindo a área de Inteligência Logística para atuar em melhorias de processos correntes e implementação de novos processos e inovações.

Porém uma grande dificuldade na estruturação desse time de logística avançada é encontrar profissionais formados e capacitados para atuar nessa função. Apesar de não existir um curso de graduação que forme plenamente um profissional com essas características, a formação em Engenharia de Produção é a mais próxima, que possibilita uma visão sistêmica da logística, porém mais focada na indústria. A solução encontrada então é realizar o aproveitamento interno de colaboradores que possuam uma boa experiência em logística e perfil para atuar nesta função, podemos citar como exemplo a empresa Vale, que criou um centro de treinamentos em Engenharia Logística, para formar seu pessoal interno com as ferramentas de gestão de processos logísticos e melhoria contínua.

Existem ainda diversas instituições que oferecem cursos de pós-graduação na área de Gestão de Logística, Engenharia Logística ou mesmo cursos técnicos de melhoria contínua aplicada a logística, que podem complementar a formação do colaborador.

Porém o mais importante é que as empresas identifiquem se existe esse GAP em seu processo e a partir daí tome a iniciativa de mudar, pois em um mercado tão agressivo e com crises que vão e vem a todo o momento, somente aqueles que saírem na frente e inovarem estarão competindo a médio e longo prazo.


Fonte: Blogística.

Alexandre da Silva - Especialista Logístico de obras.



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

FUNÇÃO DO OPERADOR LOGÍSTICO NO CANTEIRO DE OBRA.

 Hoje as construtoras de médio e grande porte estão num estágio bastante avançado em relação o papel da logística no canteiro de obra, especialmente nas cidades maiores, onde a fiscalização é eficaz. A qualidade do canteiro de obra sem dúvida teve uma evolução muito grande nos últimos 15 anos. Estas construtoras de médio e grande porte realmente têm canteiros muito bem organizados, com equipamentos industrializados, com contêineres que são aproveitados de uma hora para outra. Elas têm uma preocupação com todos os equipamentos de segurança e de armazenagem de materiais.
 
 O papel do operador Logístico hoje é acompanhar toda dinâmica da logística externa e interna da obra, garantir a gestão dos equipamentos de pequeno e grande porte, garantir o abastecimento da produção, garantir um acesso seguro para os funcionários e equipamentos, acabar com conflitos entre mestres e encarregados com relação a disputa por equipamentos, identificar o melhor momento para realizar operações de movimentação, recebimento e armazenagem durante a obra, planejar antecipadamente as futuras modificações na obra como por exemplo uma mudança de área de vivencia, um novo acesso, garantir que os pedidos foram recebidos pelo almoxarife e foram distribuídos na quantidade correta.  Para garantir o  sucesso de uma obra dizer em termos financeiros é difícil, pois tem dezenas de fatores que influenciam. Mas o profissional de logística tem uma influência fundamental para combater perdas de materiais e especialmente para melhorar as condições de trabalho. Um canteiro bem planejado vai permitir que os materiais sejam transportados nas distâncias menores possíveis e em condições que preservam a integridade física deles. Os funcionários vão estar menos expostos a riscos, já que não estarão circulando em um canteiro desorganizado, com materiais que possam despencar sobre eles ou ser pisoteados. Mas, basicamente, o planejamento logístico do operador tem impacto na redução da perda de materiais e uma melhoria na prevenção a acidentes de trabalho.

  O operador logístico tem que entender a logística de compra e suprimentos, o que foi tratado e as condições que o fornecedor prometeu em contrato.Pois as entregas de materiais no canteiro têm sempre que estar alinhada no planejamento para que o produto não influencie nos acessos da obra ou seja estocado de forma incorreta, outro problema muito visivel em obras e a logística reversa de paletes, é um problema quando não se tem uma  ação direta do
almoxarife, que muitas vezes não conhece o que foi tratado nas reuniões com o fornecedor, em muitos casos o fornecedor envia paletes quebrados e ainda manda a conta no final. Por exemplo, cimento exige que exista uma área coberta para estocagem, um piso nivelado, um estrado para colocar o produto. Já o uso de PVC exige um armário específico para colocação, já que são materiais de grande dimensão. Especialmente materiais de grande porte exigem esta integração maior com o setor logístico, pois são materiais que vão ocupar bastante espaço no canteiro.  


 

Não somente o planejamento, quanto a logística de suprimentos, temos um outro fator que influencia o sucesso da obra e que em muitos canteiros não são observados, como por exemplo.
Saber definir em reuniões de kick-off o inicio meio e fim de uma contratação de um empreiteiro, essa definição é fundamental, pois garante ao empreiteiro e o cliente as obrigações e deveres de cada um, principalmente quando o assunto e Resíduos. Muitas empreiteiras já entra na obra sabendo que todos os custos de geração de resíduos é totalmente do contratante, isso mesmo de quem os contratou, por mais que as empreiteiras assumem a responsabilidade durante o fechamento de contrato, sabemos que no final quem paga a conta é sempre da construtora.Uma gestão eficiente dos engenheiros é primordial nesse momento.


O operador logístico é responsável pelo aspecto visual no externo da obra, garantindo que os processos de sinalização e bloqueios de vias não traga transtornos aos moradores locais e garanta que os acessos da obra estejam sempre desobstruídos, organizados e limpo. Quando a obra se encontra em bairros residenciais e com grande volumes de pessoas, por segurança deve ter um sinaleiro para orientar a entrada e saída dos caminhões na obra, placas, sinalizações e projetos viários são sempre bem vistos pelos órgãos fiscalizadores.
A empresa Responsável pela obra deve garantir no inicio da execução dos serviços todo isolamento, pois a circulação nas ruas não deve sofrer qualquer impacto pela presença de uma obra na região.
A calçada é de direito do cidadão 24 horas por dia, 7 dias por semana, por isso deve permanecer limpa e desimpedida permanentemente. Desta forma os operadores logísticos  condenada qualquer descarga feita nas calçadas e ruas adjacentes. Para tanto é necessário um estudo antecipado das condições e acessos da obra, antes mesmo do inicio das escavações,  garantindo que os caminhões permaneçam no interior da obra.
Em muitos casos é necessário uma autorização do agente de transito para circular equipamentos de grande e pequeno porte em via publicas.
 

Na Construção Civil fica claro que a logística está exposta a uma variedade de riscos que são inerentes para cada operação. Esses riscos estão diretamente relacionados a ações eventuais que podem estar localizadas dentro ou fora da obra. A análise dos riscos na logística tem por finalidade identificar suas fontes e seus atores e o impacto e o grau de ruptura que pode causar na operação.



O gerenciamento dos riscos logísticos tem por finalidade estabelecer uma estratégia destinada a mitigar o risco e permitir o contingenciamento das operações, identificando o potencial de impacto que poderá causar ao sistema como um todo. Movimentações e descargas de alto valor precisam ser planejadas, estudada e muito bem acompanhadas e o caso das descargas e movimentações de escadas rolantes em obras, peças pré Moldadas, estruturas metálicas,geradores, Guindastes etc...

Quando não existe a função do operador logístico na obra, a atividade de gerencia os equipamentos fica para o mestre de obra, que tem como objetivo realizar a fiscalização e supervisão da obra desde o início até a sua conclusão, ele deve conhecer todas as etapas da construção, os materiais utilizados e as funções de cada trabalhador na empreitada .
Gerenciar equipamentos em campo, esse é um dos principais causadores de conflito interno ao canteiro de obras quando existe mas de um mestre, muitas vezes acontece de atividades se coincidirem na mesma utilização do equipamento, e para descobrir qual atividade é a mais importante, só subindo os níveis para os engenheiros responsáveis.
Gerenciar esse tipo de conflito é muito fácil para o operador logístico pois ele sabe exatamente, quando inicia e termina as atividades de cada frente de trabalho, mapeando o fluxo do equipamento diariamente, o operador descobre no dia a dia quando o equipamento é eficaz ou não, quando é necessário aumentar a quantidade ou diminui-la.



Alexandre da Silva
Especialista Logístico de obras.